segunda-feira, março 23, 2026
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Mendonça impõe a Vorcaro devolução de R$ 50 bilhões

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça intensificou a pressão sobre o banqueiro Daniel Vorcaro para que esclareça o destino dos recursos desviados no esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. A expectativa é que as informações sejam apresentadas no âmbito de um acordo de delação premiada, considerado peça-chave para avançar nas investigações, informa Igor Gadelha, do Metrópoles.

Mendonça considera essencial que Vorcaro indique o paradeiro de mais de R$ 50 bilhões, valor estimado do rombo que vem sendo coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O ministro não apenas busca identificar o caminho do dinheiro, mas também trabalha para viabilizar a recuperação desses recursos.

O estudo teve como base experiências práticas adquiridas durante sua atuação como diretor do Departamento de Patrimônio Público e Probidade Administrativa da Procuradoria-Geral da União (PGU), reforçando sua atuação atual no caso.

Resistência de Vorcaro e entraves na investigação

Nos primeiros depoimentos prestados às autoridades, Daniel Vorcaro não revelou informações sobre o destino dos recursos. O banqueiro argumenta que precisa ter acesso à liquidação do Banco Master, processo conduzido por um interventor designado pelo Banco Central, antes de fornecer detalhes mais precisos.

Paralelamente, investigações indicam que o liquidante da instituição financeira busca recuperar ao menos R$ 4,8 bilhões em bens e fundos de investimento vinculados a Vorcaro, que teriam sido desviados antes da intervenção do Banco Central, ocorrida em novembro.

Delação e disputa sobre liderança do esquema

Outro ponto central da delação envolve a tentativa de Vorcaro de afastar a acusação de que seria o líder do esquema. No voto que manteve sua prisão, André Mendonça o classificou como principal responsável pelas fraudes.

Caso não consiga demonstrar que não ocupava posição de liderança, o banqueiro poderá perder benefícios relevantes do acordo de colaboração, incluindo a possibilidade de não ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A definição desses pontos será determinante para o avanço das investigações e para a eventual responsabilização dos envolvidos no caso.

Brasil247

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