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Motta diz que projeto de redução de penas que pode beneficiar Bolsonaro será votado hoje sem anistia

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira que o projeto da redução de penas aos envolvidos no 8 de janeiro, que pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, não vai englobar a anistia geral. Há acordo com o PL, partido do ex-mandatário, e o projeto será votado nesta terça.

O relatório, apresentado pelo deputado Paulinho da Força, altera tanto o Código Penal quanto a Lei de Execução Penal, com efeitos retroativos por se tratar de norma mais benéfica.

— Essa questão da anistia está superada. Vamos pautar para hoje. Não vai tratar de anistia, mas da possibilidade de redução de penas para os condenados pelos atos de 8 de janeiro. Natural chegar ao fim do ano com a posição da Casa. O plenário é soberano. Essa decisão foi tomada por vontade de presidente, que tem poder de pauta. Não foi a pedido de ninguém. Matéria está madura — disse Motta.

Mais cedo, ele havia afirmado a líderes partidários que a votação ocorreria. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado.

— Nós só estamos aceitando dosimetria porque é o acordo possível nesse momento. É o primeiro degrau rumo a anistia e tem anuência do presidente Bolsonaro — acrescentou o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ).

Caso seja aprovado, o texto seguirá ao Senado para nova avaliação. Nesta etapa, se houver mudanças, volta à Câmara para mais uma análise. Se não houver mudanças, seguirá para a Presidência, fase em que pode ser sancionado integralmente ou com vetos. Na hipótese de trechos serem barrados, o Congresso avalia se derruba os vetos ou os mantém.

A eventual redução de penas também não é automática. As defesas dos réus precisam solicitar o benefício, que é analisado pela Justiça. No caso da trama golpista, a execução das penas fica a cargo do Supremo Tribunal Federal (STF).

O que diz o relatório

Fim da soma de penas para crimes do Estado Democrático de Direito

O texto impede que os crimes de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito tenham penas somadas. A partir do projeto, quando praticados no mesmo contexto, eles serão tratados como concurso formal, aplicando-se apenas a pena mais grave com um aumento, e não a soma direta de todas as condenações.

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