sexta-feira, fevereiro 20, 2026
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Polilaminina: corte de verbas levou a perda de patente internacional, diz cientista

Tatiana Sampaio, cientista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), alega que a patente internacional da polilaminina foi perdida devido à interrupção de verbas para pesquisa na universidade entre os anos de 2015 e 2016.

De acordo com Tatiana, a concessão da patente nacional levou 18 anos para ser finalizada, ocorrendo apenas em 2025. Como o prazo total de validade é de 20 anos, restam somente 2 anos de exclusividade para a cientista no país. Já o registro estrangeiro deixou de existir pela falta de pagamento das taxas obrigatórias, antes custeadas pela universidade.

Com o corte de verbas, falou a cientista, não havia mais dinheiro para pagar as patentes internacionais. “Perdemos tudo, ficamos só com a nacional porque eu paguei do meu bolso por 1 ano”, afirmou em entrevista ao canal TV 247 no YouTube.

A cientista relatou que chegou a utilizar recursos próprios para tentar manter a proteção do medicamento, mas não conseguiu evitar a perda internacional. Para ela, o prejuízo afeta o reconhecimento da ciência nacional e de toda a equipe envolvida no estudo por anos.

Entenda o que é a polilaminina

A polilaminina consiste em uma versão sintética melhorada da proteína laminina, que é retirada de placentas humanas. Sua função é ser uma espécie de guia em casos de lesões medulares, promovendo a união de fibras nervosas que foram rompidas. O processo de regeneração em seres humanos acontece de forma gradual ao longo de alguns meses.

Os testes realizados apresentaram resultados significativos. Em um grupo de oito pacientes com lesão medular completa (quadro com apenas 10% de probabilidade de melhora), seis voltaram a apresentar algum movimento após o tratamento e um deles conseguiu caminhar novamente.

Atualmente, o composto ainda não possui registro oficial, o que tem levado pacientes a buscarem autorização na Justiça para atuar como voluntários clínicos. Em um avanço recente, ocorrido em 5 de janeiro, a Anvisa liberou a fase 1 do estudo clínico. Essa etapa permite testar a segurança da substância por meio da aplicação direta na área lesionada de cinco pacientes que sofreram traumas recentes na medula espinhal.

Infomoney

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