segunda-feira, março 23, 2026
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Trump diz que acordo com Irã deve ter 15 pontos e que fim do programa nuclear é o mais importante

O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 23, que Washington e Teerã discutem um plano com cerca de 15 pontos para encerrar a guerra no Oriente Médio, sendo os três primeiros sobre o fim do programa nuclear do Irã.

“Tivemos conversas muito produtivas. Vamos ver onde elas nos levam. Temos pontos de concordância importantes – eu diria que quase todos os pontos de concordância”, disse Trump a jornalistas antes de embarcar no Aeroporto Internacional de Palm Beach, na Flórida.

Questionado sobre o número de pontos do acordo, o presidente respondeu que seriam “cerca de 15”, destacando que o Irã não vai ter uma arma nuclear. “Esse é o número um, dois e três.”

“As conversas transcorreram, eu diria, perfeitamente. Se eles levarem isso adiante, esse problema, esse conflito, terminará – e acho que terminará de forma muito, muito substancial”, afirmou o republicano.

Trump também disse que representantes dos EUA devem conversar com líderes iranianos ainda nesta segunda-feira por telefone, já que seria difícil organizar um encontro presencial. “Eles querem muito chegar a um acordo, nós também gostaríamos de chegar a um acordo”, acrescentou.

Ele afirmou ainda que seu genro, Jared Kushner, e o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, conversaram com um líder iraniano no domingo, 22, mas negou que a pessoa fosse o filho do falecido líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei. “Não tivemos notícias do filho. Todos disseram que houve uma declaração, mas não vimos nada. Não sabemos se ele está vivo”, afirmou.

Horas antes de falar com jornalistas, Trump havia anunciado nas redes sociais que houve avanço nas negociações com o Irã e que determinou a suspensão dos ataques à infraestrutura civil do país por cinco dias.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã, no entanto, sugeriu que o país não dialoga com os EUA sobre o fim da guerra e afirmou que a declaração de Trump faz parte de um esforço para reduzir os preços da energia e ganhar tempo para implementar seus planos militares.

“Sim, houve iniciativas de países da região para reduzir as tensões, e nossa resposta a todas elas é clara: não somos nós que iniciamos esta guerra, e todos esses pedidos devem ser direcionados a Washington”, disse a pasta.

Questionado sobre as afirmações, Trump respondeu que “eles vão precisar contratar melhores profissionais de relações públicas”. “Talvez isso não tenha ficado claro. A comunicação, como você sabe, foi completamente destruída. Eles não conseguem se comunicar”, acrescentou.

Estadão

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