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Veja quem é quem no caso do Banco Master e o papel de cada instituição

O caso do Banco Master envolve investigações criminais, decisões do Banco Central, análises do Tribunal de Contas da União (TCU) e a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). A apuração se concentra em suspeitas de fraudes financeiras, possíveis prejuízos a um banco público e falhas na gestão de riscos.

A seguir, veja quem são os principais personagens e instituições e o que está sendo investigado.

Banco Master

O Banco Master é a instituição no centro do caso. Em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do banco após concluir que a instituição não tinha condições de honrar seus compromissos financeiros e que haviam sido esgotadas todas as alternativas de solução de mercado.

A decisão do BC se baseou em um conjunto de fatores, como dificuldades recorrentes de caixa, captação de recursos a custos elevados, exposição a ativos de baixa liquidez e indícios de irregularidades contábeis e operacionais.

Com a liquidação, as atividades do banco foram interrompidas, a diretoria foi afastada e o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foi acionado para ressarcir investidores dentro do limite legal.

As investigações sobre o Banco Master se concentram em duas frentes principais: operações com o BRB e transações envolvendo fundos ligados à Reag, gestora de fundos.

Mesmo que parte dessas operações não resulte em prejuízo financeiro comprovado, investigadores destacam que práticas como inflar ativos ou registrar valores incompatíveis com a realidade já configuram irregularidades graves no sistema financeiro.

Daniel Vorcaro (dono do Banco Master)

Daniel Vorcaro é o controlador do Banco Master e figura central das investigações. Ele assumiu o controle da instituição em 2019 e liderou uma estratégia de crescimento acelerado, baseada principalmente na captação de recursos junto a investidores pessoas físicas.

Segundo a apuração, Vorcaro foi responsável por decisões estratégicas relacionadas à emissão de CDBs com taxas muito acima da média de mercado e à estruturação de operações que hoje são alvo de investigação. Para órgãos de controle, esse modelo elevou o risco da instituição e contribuiu para o desequilíbrio financeiro.

Em depoimento à Polícia Federal, Vorcaro afirmou que não houve prejuízo ao BRB nas operações investigadas. As autoridades seguem analisando documentos, fluxos financeiros e responsabilidades individuais para verificar se a versão apresentada se sustenta à luz das provas reunidas.

Reag

A Reag é uma gestora de recursos citada em informações encaminhadas pelo Banco Central ao Ministério Público Federal.

Segundo o BC, fundos administrados pela Reag teriam sido usados em operações que simulavam aportes de capital no Banco Master, envolvendo ativos de baixa liquidez e valores sobrevalorizados.

Em nota, a empresa afirmou que não há qualquer documento oficial que estabeleça ligação com o PCC, disse que colabora com as autoridades e que permanece à disposição para prestar esclarecimentos.

BRB

O Banco de Brasília é um banco público controlado pelo governo do Distrito Federal. Ele aparece no caso por ter sido o principal interessado na compra do Banco Master e por ter realizado operações financeiras que estão sob investigação.

A negociação previa a aquisição de participação relevante no Master e foi apresentada como uma alternativa para evitar a quebra da instituição. No entanto, o Banco Central vetou a operação ao concluir que não havia viabilidade econômico-financeira e que o negócio poderia transferir riscos excessivos ao banco público.

Além da tentativa de compra, a Polícia Federal apura se o BRB adquiriu carteiras de crédito problemáticas do Master. O foco é entender se houve falhas nos processos internos de análise, aprovação e governança das operações.

Paulo Henrique Costa (ex-presidente do BRB)

Paulo Henrique Costa presidiu o BRB durante o período em que ocorreram as negociações com o Banco Master. Ele é investigado por sua atuação nas tratativas e na aprovação das operações financeiras sob suspeita.

Segundo os autos, Costa defendeu a compra do Banco Master como uma solução para a crise da instituição privada. Após o avanço das investigações, ele foi afastado do comando do banco público.

Em depoimento ao STF, afirmou que parte dos valores pagos ao Master não teria sido recuperada após a liquidação. A Polícia Federal ainda apura se esse montante corresponde ao prejuízo efetivo e se houve responsabilidade criminal ou administrativa.

Banco Central (BC)

O Banco Central é o órgão regulador do sistema financeiro nacional e desempenha papel central no caso. Coube ao BC supervisionar o Banco Master, acompanhar sua situação financeira e, por fim, decretar a liquidação extrajudicial.

Ao longo da supervisão, o BC identificou alertas relevantes, como captação agressiva de recursos por meio de CDBs com taxas muito superiores às praticadas no mercado e exposição elevada a ativos de baixa liquidez.

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