Elon Musk volta a assessorar o governo de Donald Trump, agora num papel limitado, depois de o secretário de Defesa, Pete Hegseth, anunciar na quarta-feira (30), na base de Quantico, que ele vai copresidir o Projeto Meridian, um estudo do Pentágono sobre o futuro da guerra. Dividem a liderança Palmer Luckey, cofundador da empresa de defesa Anduril, e Newt Gingrich, ex-presidente da Câmara dos Estados Unidos, e o chefe de tecnologia do Pentágono, Emil Michael, também entra no grupo.
Hegseth descreveu a iniciativa como um trabalho das melhores mentes do país para achar, desenvolver e pôr em uso as armas e os sistemas de que os filhos e os netos vão precisar, e Luckey disse que o time tem de pensar nas guerras de agora e nas que podem surgir em 2030, 2050 e até 2100, para decidir o que os Estados Unidos precisam criar hoje. A primeira reunião estava marcada para a própria quarta, Hegseth quer resultado em 120 dias e parte desse material será sigilosa.
Musk tinha deixado o Departamento de Eficiência Governamental em maio de 2025, depois do rompimento público com Trump, e o Meridian é o primeiro encargo oficial desde essa saída. Não é a volta ao comando do DOGE, e sim a reaproximação, pouco mais de um ano depois, em torno de um estudo de guerra encomendado pelo Pentágono.
Editorial Central
