quinta-feira, outubro 1, 2026
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Bets: como o governo reagiu à ameaça de paralisação do Brasileirão

Integrantes do governo Lula envolvidos nas negociações entre empresas de bets e clubes de futebol pretendem empurrar a discussão para depois do primeiro turno das eleições, marcado para o próximo domingo (4/10).

O chefe do Palácio do Planalto decidiu, na semana passada, assinar medida provisória para proibir as apostas de quota fixa no Brasil. A decisão provocou reação entre os clubes, que chegaram a ameaçar paralisar o Brasileirão em protesto contra a medida.

A possibilidade de uma paralisação preocupa integrantes do governo, sobretudo pelo potencial de transformar o assunto em um tema de maior repercussão política às vésperas da votação. Por isso, a avaliação é de que Lula deverá evitar, neste momento, ampliar o debate público sobre a questão.

Como a coluna mostrou, uma reunião entre dirigentes de clubes e a CBF havia sido marcada para terça-feira (29/9), mas acabou cancelada após um boicote das equipes.

O cancelamento do encontro não pegou de surpresa os auxiliares do petista. Já havia sinais de insatisfação dos clubes com a medida e, inclusive, parte do governo trabalhava com a expectativa de que apenas equipes das Séries B e C participassem da reunião.

A avaliação no governo é de que os dirigentes foram pressionados pelas empresas de bets a não comparecer ao encontro, que seria realizado com os ministros da Fazenda, Dario Durigan; do Esporte, Paulo Henrique; e do Planejamento, Bruno Moretti.

Lula, no entanto, continuará defendendo publicamente a medida. O presidente já declarou que o futebol brasileiro “sempre viveu sem as bets” e tem sustentado que o fim das plataformas de apostas esportivas não provocará prejuízos ao esporte.

Outro argumento usado por aliados do presidente para postergar as negociações são pesquisas internas que apontam apoio da população à proibição das bets.

Levantamento feito pelo PT, ao qual a coluna teve acesso, analisou 112 mil ocorrências nas plataformas digitais e apontou que 76% das manifestações foram classificadas como positivas para o governo.

Metrópoles

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