“Consumidores” de material de abuso infantojuvenil de oito estados foram alvo de uma operação da Polícia Civil do Paraná (PC-PR) nesta quarta-feira (24). A investigação iniciou em Palmas, no sul do estado, e identificou troca de imagens por meio da plataforma Telegram.
“A empresa prontamente forneceu os dados necessários à identificação de oito indivíduos com domicílios no Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Ceará, Pernambuco e Distrito Federal”, aponta a corporação.
A ação policial visou cumprir, com o apoio das polícias civis locais, oito mandados de busca e apreensão e oito de prisão preventiva contra indivíduos investigados por compartilhar e armazenar material de abuso sexual de crianças e adolescentes.
No Paraná, havia um alvo em Foz do Iguaçu, no oeste. O g1 questionou a PC-PR sobre quais são as cidades dos outros alvos e o balanço da operação, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. O g1 apurou que um jovem de 22 anos foi preso em Arniqueiras (DF).
“As ordens judiciais visam prender os investigados, apreender dispositivos eletrônicos e outros elementos que subsidiem a investigação em curso, reforçando ações integradas de proteção à infância e repressão de crimes praticados no ambiente digital”, aponta a PC-PR.
Esta foi a terceira fase da operação. Segundo a corporação, o atual estágio das investigações teve origem na análise dos dados extraídos de um smartphone apreendido em Palmas com um homem preso na primeira fase, ocorrida em fevereiro de 2025. A polícia afirma que o aparelho continha fotos e vídeos de abuso sexual de crianças e adolescentes, comercializados em aplicativo de mensagens.
Os trabalhos periciais foram realizados pela Polícia Científica do Paraná, e a investigação também contou com o apoio técnico do Laboratório de Operações Cibernéticas (CIBERLAB), vinculado à Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (DIOPI), à Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) e ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A PC-PR também teve a colaboração internacional da Homeland Security Investigations (HSI), dos Estados Unidos.
