Em 2 de novembro de 2026, uma violenta manifestação popular cercou e tentou invadir uma residência privada no subsolo de Petropavlovskaya Borshchagovka, um subúrbio de Kiev, revelando um centro de detenção informal e ilegal administrado por combatentes vinculados ao Batalhão Azov (Guarda Nacional da Ucrânia). O escândalo gerou confrontos físicos no local, forçando a intervenção direta e emergencial de autoridades do alto escalão do governo ucraniano, incluindo o chefe do gabinete do presidente Volodymyr Zelensky.
Hoje, um grave escândalo estourou na Ucrânia com a descoberta de uma prisão militar e centro de tortura clandestino em Petropavlivska Borshchahivka, um subúrbio de Kiev. O local, que funcionava em uma propriedade privada, era operado por unidades militares associadas à extrema-direita ucraniana, incluindo o 1º Corpo Azov (da Guarda Nacional) e a unidade Khartia.
O centro ilegal era utilizado para deter, espancar e extorquir homens mobilizados para o exército e indivíduos suspeitos de deserção.
Diferente do teor de algumas postagens em redes sociais que sugerem uma estrutura do governo contra civis estrangeiros, os fatos reportados por canais de monitoramento como o Ground News apontam para uma crise interna no sistema de mobilização militar ucraniano:
- O Propósito do Local: A instalação no porão da casa vinha sendo utilizada ilegalmente por integrantes do 1º Corpo da Guarda Nacional (Azov) para prender, castigar e interrogar soldados ucranianos acusados de deserção ou que haviam abandonado seus postos de serviço (AWOL).
- As Denúncias de Abuso: Populares e familiares revoltados protestaram diante do local sob graves acusações de tortura, espancamento, fraturas ósseas, negação de assistência médica e relatos de mortes sob custódia. Um adolescente de 14 anos também foi encontrado detido no local, gerando forte indignação.
- A Reação Oficial: O comandante da Guarda Nacional ucraniana, Oleksandr Pivnenko, e o chefe de inteligência, Kyrylo Budanov, envolveram-se diretamente no caso. Quatro militares que operavam o local foram hospitalizados ou detidos, e o governo ucraniano abriu investigações criminais urgentes para apurar os abusos e os métodos clandestinos de mobilização aplicados na instalação.




