Ainda sem a definição de um vice para a chapa, o Novo oficializou nesta segunda-feira (27) o nome do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema como candidato à presidência da República.
O anúncio foi feito em Brasília e contou com a presença do presidente da sigla, Eduardo Ribeiro — após convenção nacional da legenda realizada virtualmente.
Na ocasião, Zema agradeceu aos colegas de partido pelo apoio e afirmou que reúne todas as credenciais para a vaga.
“Agradecer todos do Partido Novo aqui pela presença e também por endossarem unanimamente meu nome agora a pouco na convenção como pré-candidato e candidato à presidência da República e, como já foi dito aqui, eu me considero com todas as credenciais. Modéstia à parte, até mais do que os meus concorrentes”, argumentou.
Zema também afirmou que pretende se apresentar como alternativa à polarização política. Segundo ele, “o brasileiro está cansado da polarização” e Minas Gerais teria vivido processo semelhante com sua eleição ao governo estadual.
Sem vice, Novo confirma Zema à Presidência da República
Anúncio foi feito em Brasília e contou com a presença do presidente da sigla, Eduardo Ribeiro, após convenção nacional da legenda realizada virtualmente.
Por Caetano Tonet, Luiz Felipe Barbiéri, Júlia Christine, Mariana Laboissière, g1 — Brasília
-
O Novo oficializou nesta segunda-feira (27) a candidatura do ex-governador Romeu Zema à Presidência da República. A chapa ainda não tem um vice definido.
-
Em seu discurso, Zema propôs enquadrar facções como terroristas. Ele também defendeu a construção de um superpresídio na Amazônia para isolar lideranças criminosas.
-
Zema governou Minas Gerais de 2019 a março de 2026. O candidato tem 61 anos e histórico de aproximação com a família Bolsonaro.
-
O partido definirá o vice até 5 de agosto. O Novo exige um nome de ‘ficha limpa’ e que rejeite pressões políticas.
-
Zema elogiou o ex-ministro Joaquim Barbosa e manifestou interesse em se reunir com ele. Barbosa foi citado como ‘oposto de vários ministros do STF’.

Zema diz ser único candidato que conhece ‘Brasil real’
Ainda sem a definição de um vice para a chapa, o Novo oficializou nesta segunda-feira (27) o nome do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema como candidato à presidência da República.
O anúncio foi feito em Brasília e contou com a presença do presidente da sigla, Eduardo Ribeiro — após convenção nacional da legenda realizada virtualmente.
Na ocasião, Zema agradeceu aos colegas de partido pelo apoio e afirmou que reúne todas as credenciais para a vaga.
“Agradecer todos do Partido Novo aqui pela presença e também por endossarem unanimamente meu nome agora a pouco na convenção como pré-candidato e candidato à presidência da República e, como já foi dito aqui, eu me considero com todas as credenciais. Modéstia à parte, até mais do que os meus concorrentes”, argumentou.
Zema também afirmou que pretende se apresentar como alternativa à polarização política. Segundo ele, “o brasileiro está cansado da polarização” e Minas Gerais teria vivido processo semelhante com sua eleição ao governo estadual.
Promessas
Ao longo do seu discurso, Romeu Zema destacou uma série de promessas que pretende implementar se for vitorioso na corrida presidencial. Veja algumas abaixo e detalhes do discurso a seguir:
- Acabar com o que chama de “farra dos intocáveis”, em referência às críticas que faz ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a autoridades que, segundo ele, não seriam responsabilizadas por seus atos.
- Combater a corrupção e manter uma gestão sem favorecimento a parentes, aliados ou grupos políticos.
- Retomar a soberania nacional, argumento que associou ao combate ao crime organizado em áreas sob influência de facções.
- Classificar facções criminosas como organizações terroristas.
- Construir um ‘superpresídio’ em local remoto, “de preferência no meio da Amazônia”, para onde seriam transferidos líderes de facções criminosas.
- Manter líderes do crime organizado presos por longos períodos, afirmando que eles “vão mofar por pelo menos 25 anos”.
- Enfrentar o crime organizado em áreas dominadas por facções, nas quais, segundo ele, a presença do Estado é reduzida.
- Reduzir privilégios e mordomias no setor público, citando como exemplo medidas que adotou durante sua gestão em Minas Gerais.
- Criar um ambiente mais favorável a quem empreende e investe, ao criticar a burocracia estatal e a carga imposta a empresas e empreendedores.
- Estabelecer idade mínima de 60 anos para indicação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
- Criar um sistema de lista tríplice para a escolha de ministros do STF.
- Acabar com decisões monocráticas do STF em temas já analisados pelo Congresso Nacional.
- Ampliar as privatizações de empresas estatais.
- Rever o modelo de distribuição e uso das emendas parlamentares.
Crítica ao setor público e ao STF
Zema destacou sua trajetória no setor privado como empresário e afirmou ser o único candidato à Presidência que conhece o “Brasil real”.
“No Brasil o setor público de carece de bons exemplos. Nós temos aqui o contrário como essas aberrações que tem acontecido no Supremo Tribunal Federal. E ninguém aguenta mais quatro anos de Lula e de PT”, prosseguiu Zema.
Zema mencionou ainda ser alvo de um processo movido pelo ministro do STF Gilmar Mendes.
Questionado sobre quais medidas adotaria em relação ao STF caso seja eleito, Zema defendeu mudanças nas regras de indicação e funcionamento da Corte.

/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/G/O/6BQdjcQPAUfYBuZVUZtA/zema2.jpeg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/0/1/ugzKj2ReiXZNZsrVXp0g/whatsapp-image-2026-07-27-at-12.06.45.jpeg)