terça-feira, maio 28, 2024
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Em meio à tragédia no RS, Marina Silva alerta para a catástrofe a seguir: ‘Na Amazônia, vamos ter problemas graves de estiagem’

Em entrevista para a CNN Brasil nesta segunda-feira (6) a ministra de Estado do Meio Ambiente e Mudança do Clima Marina Silva, revelou um fenômeno que deverá se estabelecer, assim que o Sul do país sair da crise emergencial por conta das chuvas.

O aviso não é animador, principalmente para os amazônidas. Estudiosa do bioma amazônico e hoje uma das mulheres de maior influência acerca de uma pasta relacionada ao clima, no mundo, Marina faz um alerta para Região Norte afirmando que dentro dos próximos meses, a Amazônia estará sob a influência de uma forte estiagem. O fenômeno ocorrido em 2023 poderá ser pequeno diante do que vem a seguir. “Vai acontecer um problema de estiagem em seguida como foi no ano passado. Na Amazônia, vamos ter um problema grave”, afirma.

Marina, não enxerga o cenário das tragédias como novidade e, inclusive foi taxativa ao declarar que ninguém fez o dever de casa como acordado há mais de quatro décadas. “Tínhamos que ter começado, governo, empresas, todos trabalhando a partir da Eco-92 (Rio-92) quando se fez o grande acordo internacional de que era preciso fazer um enfrentamento da mudança climática usando o princípio da precaução. Muitos diziam que aquilo era ecoterrorismo, que não iria acontecer e infelizmente está acontecendo”, lamenta.

Ao ser questionada acerca do suposto sucateamento dos órgãos que monitoram o clima pelo governo federal na época do ex-presidente Jair Bolsoanaro, Silva foi incisiva. “Se não tivéssemos tido quatro anos de ‘apagão’ em termos de políticas climáticas e prevenção, podíamos estar numa outra situação. Essas políticas foram todas retomadas a partir do ano de 2023. Há de convier que algo dessa magnitude não consegue se resolver em um ano”, afirma.

Silva, repassou dados do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que segundo ela, o dever de casa já vinha sendo feito naquela época. Além disso, a ministra pontou que o mundo precisa fazer a sua parte, do contrário, catástrofes inimagináveis vão bater na porta.

“Reduzimos o desmatamento em 80% por quase uma década. Evitamos lançar na atmosfera 5 bilhões de toneladas de CO2. Nesse primeiro ano de governo do presidente Lula, nós conseguimos deixar de lançar na atmosfera 250 milhões de toneladas de CO2. É a maior contribuição já dada ao clima por um país, individualmente. Agora, o mundo precisa fazer a sua parte. Podemos até fazer 100% do dever de casa, mas se não reduzir o uso de (carvão, petróleo e gás) a tendencia é agravar com alguns lugares poderão passar por processos de resfriamento inimagináveis”, finaliza.

Newsrondonia

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