terça-feira, maio 28, 2024
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Encontro de empresários, em NY, reúne a nata da direita brasileira

Presidente do Congresso, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) afirmou, em um vídeo gravado ao grupo Lide e exibido ao público de um congresso, em Nova York (NY-EUA), que o Rio Grande do Sul precisa do Congresso neste momento em que o Estado enfrenta cheias históricas. O senador participaria, presencialmente, do encontro promovido pela organização empresarial que reúne a nata da direita brasileira, mas precisou ficar no Brasil por conta da situação de calamidade pública vivida no Sul.

— Os últimos acontecimentos no Brasil, sobretudo a situação calamitosa no Estado do Rio Grande do Sul, me impuseram, como chefe do Poder Legislativo, a permanência no Brasil para a realização de medidas legislativas em torno desse tema — acrescentou Pacheco.

Na sede da reunião promovida pela empresa do ex-governador de São Paulo e empresário João Doria, nesta manhã, ex-presidente de facto Michel Temer (MDB), por sua vez, acusou a oposição atual no Brasil de não cumprir o seu papel e, em vez disso, ter incorporado a ideia errônea de que, em vez de ajudar o governo por meio de críticas, deve tentar destruí-lo.

Crítica

A declaração foi precedida de outros discursos, pronunciados por uma série de nomes do setor público e privado brasileiros, todos ligados aos segmentos mais conservadores da sociedade.

— Vocês sabem que no geral o sistema democrático existe situação e oposição. A oposição existe para ajudar a governar, e ajuda quando critica, observa, contesta. Eu lamento dizer que não é isso que se aplica ao nosso país. Isso não é de agora. Incorporou-se ao nosso sistema que, se perder a eleição, o dever é destruir quem ganhou — pontuou Temer.

Falando pouco depois, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que foi ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL), respondeu aos comentários do ex-presidente, e observou que o papel da oposição estaria correto e criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por não conseguir se comunicar com os eleitores.

— Comparo muito o que acontece no Brasil hoje com o retorno de Getulio Vargas. Getulio tinha sido um grande presidente, mas, quando voltou, voltou fora da sua época. Não conseguia mais se comunicar com a população — disse Nogueira.

Clima

O ex-ministro manteve o tom ao afirmar que espera a vinda de “um grande novo presidente” à frente, como Juscelino Kubitschek veio após Getulio. Citando alguns nomes presentes no seminário, ele apontou os governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Ratinho Jr (Paraná). Ambos foram aplaudidos pela plateia de empresários ligados à direita.

Temer também abordou a tragédia Rio Grande do Sul. Ele sugeriu a criação de secretarias estaduais e uma nacional para a prevenção de incidentes climáticos. O emedebista disse que gostaria de ter criado o sistema em seu governo, mas não foi possível, e recomendou aos governadores presentes no evento que consideram a proposta.

Em razão do desastre no Sul, o seminário do Lide, que integra uma série de eventos relacionados ao Brasil que ocorrem nesta semana em Nova York, acabou desfalcado. Na semana passada, uma comitiva de políticos bolsonaristas foi criticada por estar em Washington enquanto ocorria a tragédia no Brasil.

O programa também reproduziu um vídeo com imagens da destruição no RS com dois QR codes ao final para os presentes fazerem doações em dinheiro ou não financeiras. Um cartão com um QR code também foi distribuído aos participantes.

Correio do Brasil

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