A companhia aérea Avianca cancelou as passagens e impediu o embarque do ex-presidente da Colômbia, Gustavo Petro, em um voo programado de Bogotá para a Cidade do México. O motivo foi a inclusão do nome de Petro na lista de sanções da OFAC (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros) do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.
- As restrições da OFAC: Devido à sua estrutura corporativa global, operações nos EUA e transações financeiras em dólares, a Avianca alegou ser legalmente obrigada a seguir as diretrizes norte-americanas. Isso a impede de prestar serviços comerciais a pessoas sancionadas
- Sem motivação política: Em comunicado, a empresa enfatizou que a decisão foi estritamente técnica, baseada em compliance internacional, sem qualquer posicionamento político interno contra o ex-mandatário.
- O voo alternativo: Os bilhetes originais (previstos para o final de agosto de 2026) foram integralmente reembolsados pela Avianca. Impedido de voar pela companhia colombiana, Petro conseguiu realizar a viagem ao México posteriormente utilizando os serviços da Aeroméxico.
- Histórico de sanções: Gustavo Petro foi incluído na lista SDN/OFAC pelo Tesouro americano no final de 2025, sob ordens executivas ligadas ao combate ao tráfico internacional de drogas. Desde então, ele vem enfrentando uma série de restrições globais associadas a empresas que dependem do sistema financeiro dos Estados Unidos.
- Dentro do marco de sanções aplicável, a companhia está proibida de prestar serviços ou realizar transações em favor de pessoas ou entidades incluídas em listas de cumprimento obrigatório, incluindo aquelas que tenham seus bens ou interesses bloqueados por figurarem na Lista de Nacionais Especialmente Designados e Pessoas Bloqueadas (SDN List). A companhia aérea esclareceu que essa decisão não responde a critérios políticos nem discricionários, mas ao cumprimento das exigências regulatórias que regem sua atividade em âmbito internacional, como informa o portal Aviacionline, parceiro do AEROIN.Posteriormente Petro rebateu a Avianca, afirmando que as sanções “são só para pessoas dos EUA, e a Avianca não é uma empresa dos EUA e portanto cometeu uma arbitrariedade ao negar a passagem segundo as leis colombianas“, citando razões políticas pela decisão da companhia aérea.
O que Petro, diante da sua conhecida e notória ignorância aeronáutica, nunca reparou foi nos próprios aviões da Avianca. Boa parte da frota da empresa tem matrícula americana, além de a própria companhia ter registro nos EUA, com escritórios e pessoal contratado, sendo de fato uma pessoa jurídica americana e sujeita às leis americanas, tanto administrativas como da FAA para a aviação, como criminais.
A AeroMéxico, a qual Petro provavelmente voou para chegar à Cidade do México para um encontro com a presidente Claudia Sheinbaum, também tem aviões registrados nos EUA e está igualmente sujeita às sanções da OFAC.
Outro ponto ignorado pelo político é que, mesmo empresas não-americanas, sem negócios dentro dos EUA, costumam não violar as sanções da OFAC para evitar prejuízo em potenciais negócios futuros com empresas americanas. Isto ficou notório durante a apreensão do Boeing 747-300 da venezuelana Emtrasur em Buenos Aires, anos atrás. O Jumbo teve abastecimento negado por abastecedores argentinos, brasileiros, paraguaios e uruguaios, e não teve como decolar:
A AeroMéxico, a qual Petro provavelmente voou para chegar à Cidade do México para um encontro com a presidente Claudia Sheinbaum, também tem aviões registrados nos EUA e está igualmente sujeita às sanções da OFAC.Outro ponto ignorado pelo político é que, mesmo empresas não-americanas, sem negócios dentro dos EUA, costumam não violar as sanções da OFAC para evitar prejuízo em potenciais negócios futuros com empresas americanas. Isto ficou notório durante a apreensão do Boeing 747-300 da venezuelana Emtrasur em Buenos Aires, anos atrás. O Jumbo teve abastecimento negado por abastecedores argentinos, brasileiros, paraguaios e uruguaios, e não teve como decolar
FOnte: Ivan Kléber/Twitter
