terça-feira, maio 28, 2024
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Governo Lula nomeia novo indicado de Lira para Incra após demissão de primo por pressão do MST

O governo Lula (PT) nomeou na quinta-feira (25) o novo superintendente regional do Incra em Alagoas, indicado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

Junior Rodrigues do Nascimento foi colocado no cargo para substituir Wilson César de Lira Santos, primo de Lira e exonerado na semana passada a pedido do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).

Até assumir o cargo, Nascimento comandava a Naturagro, uma ONG que prestava assistência técnica para o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) no estado.

O MST pedia a troca do primo de Lira por Santana desde o início do governo Lula. Em abril do ano passado, uniu-se a outros seis movimentos sociais campesinos para invadir a sede do Incra em Maceió e pedir a mudança, que gerou irritação de Lira em meio a disputas entre os Poderes.

Em carta enviada ao ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira (PT), neste mês, o MST reforçou a demanda. “Apesar do histórico de serviço à extrema direita, o superintendente continua ocupando um cargo extremamente importante, com a vossa anuência”, diz a missiva.

O primo de Lira foi nomeado ao órgão em Alagoas em 2017, ainda na gestão Michel Temer (MDB), por indicação do deputado federal Marx Beltrão (PP-AL). Permaneceu no cargo durante o governo Jair Bolsonaro (PL) com o apadrinhamento de Lira e seguiu no posto no do primeiro ano de Lula.

O ministro Paulo Teixeira disse ter procurado o presidente da Câmara antes da exoneração de seu primo para informá-lo da decisão e mostrou a carta encaminhada por movimentos sociais contra a permanência do superintendente.

Ainda segundo Teixeira, havia uma expectativa que o primo de Lira deixasse o cargo para concorrer a prefeito nas próximas eleições municipais. O ministro admite que o presidente da Câmara ficou contrariado com o que chamou de timing da exoneração.

Com a indicação de Lira para substituir o primo feita nesta semana, Teixeira passou a considerar o episódio encerrado.

Segundo o ministro, o Incra exige capacidade de diálogo com as forças do campo e a exoneração se deu pelo que chamou de alto grau de “conflituosidade”. A substituição, segundo Teixeira, era tratada havia 14 meses.

Folha de São Paulo

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