sexta-feira, abril 17, 2026
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Hezbollah afirma manter ‘dedo no gatilho’ após acusar Israel de violação do cessar-fogo no Líbano

Hezbollah afirmou nesta sexta-feira, 17, que mantém “alerta máximo” diante da possibilidade de Israel violar o cessar-fogo que entrou em vigor durante a noite. Em comunicado, o grupo apoiado pelo Irã disse ter realizado “2.184 operações militares” durante a guerra contra Israel e suas tropas dentro do Líbano e declarou: “Os combatentes manterão o dedo no gatilho porque temem a traição do inimigo”.

Horas antes, o Exército do Líbano acusou Israel de realizar “atos de agressão” e de bombardear o país em violação à trégua que entrou em vigor à meia-noite (18h em Brasília), desta sexta-feira, 17. Ao mesmo tempo, o Hezbollah afirmou ter atacado tropas israelenses em resposta às ações.

Em publicação na rede social X, as Forças Armadas libanesas disseram ter registrado “diversos ataques”, além de bombardeios esporádicos que atingiram diferentes localidades. Já o Hezbollah, apoiado pelo Irã, declarou ter “bombardeado uma concentração de soldados israelenses” nas proximidades da cidade de Khiam, no sul do país.

A trégua ocorre em meio à intensificação dos esforços diplomáticos dos Estados Unidos para alcançar um acordo mais amplo que encerre o conflito envolvendo o Irã. Teerã sustenta que qualquer avanço nesse sentido depende de um cessar-fogo no território libanês.

O atual ciclo de confrontos no Oriente Médio teve início em 28 de fevereiro, após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. O Líbano passou a integrar o conflito em 2 de março, quando o Hezbollah lançou foguetes contra território israelense.

Desde então, mais de 2 mil pessoas morreram em decorrência dos ataques israelenses no Líbano, e ao menos 1 milhão foram deslocadas. Forças terrestres de Israel também avançaram sobre o sul do país.

Donald Trump afirmou que a trégua foi resultado de conversas “excelentes” com o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, e o presidente do Líbano, Joseph Aoun. As declarações foram feitas dois dias após o início de negociações de paz entre os dois países em Washington.

Segundo Trump, “as duas partes querem a paz” e um acordo pode ser alcançado rapidamente. Ele também disse esperar que Netanyahu e Aoun visitem a Casa Branca “nos próximos quatro ou cinco dias”, o que marcaria um encontro inédito entre os líderes de Israel e do Líbano.

Na terça-feira, 14, representantes diplomáticos dos dois países realizaram conversas diretas em Washington, as primeiras desde 1993. /AFP

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