sábado, fevereiro 24, 2024
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Justiça do Paraguai confisca bens de Dario Messer, o ‘doleiro dos doleiros’

A Justiça do Paraguai determinou o confisco de bens do doleiro Dario Messer, investigado na Lava Jato por liderar uma rede de lavagem de dinheiro.

A decisão atingiu ativos do doleiro e de três empresas ligadas a ele e atendeu a um pedido de assistência jurídica feito em 2019, após as autoridades brasileiras descobrirem que Messer mantinha um patrimônio milionário fora do país.

 

Justiça do Paraguai confisca bens de Dario Messer, o 'doleiro dos doleiros'  | Jovem Pan

Além de investimentos financeiros, a Justiça confiscou 109 imóveis, além de nove tratores, nove carros e uma aeronave.

A lista de bens no Paraguai era avaliada em U$S 150 milhões. De acordo com o Ministério Público Federal, Messer mantinha um avião, carros de luxo, fazendas e milhares de cabeças de gado no Paraguai.

Segundo a Procuradoria, o confisco dos valores será usado para o ressarcimento dos cofres públicos. O montante será dividido entre o Brasil e o Paraguai. Ainda cabe recurso. O UOL não conseguiu contato com a defesa de Messer.

O “doleiro dos doleiros” foi um dos principais alvos da Lava Jato Rio. Messer foi investigado na operação Câmbio, Desligo por liderar uma rede de lavagem de direito por meio de operações dólar-cabo.

Neste tipo de movimentação, o doleiro pede ao cliente que deposite o valor em reais em sua conta para transferir, a partir de uma conta no exterior, o valor convertido. O mecanismo é usado para burlar os órgãos de fiscalização brasileira.

A investigação atingiu o ex-governador do Rio Sérgio Cabral. Ele foi condenado por participar de esquema que incluiu o recebimento de US$ 100 milhões em propina.

Alvo de mais operações. Messer também foi alvo das operações Marakata, que mirou o contrabando de pedras preciosas, e Patron, que investigou a organização criminosa que o ajudou a fugir do Brasil.

Em 2020, Messer fechou delação com o MPF (Ministério Público Federal). Ele se comprometeu a devolver R$ 1 bilhão aos cofres públicos e cumpriria pena de 18 anos e nove meses de prisão.

Folha de São Paulo

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