Registros do livro de ocorrências de agentes que atuam em um aeroporto executivo de São Paulo apontam falhas na conduta de um auditor da Receita Federal durante o desembarque de um voo que transportava o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI).
Segundo agentes de proteção da aviação civil (APACs), durante o desembarque, ele autorizou que itens como garrafas e eletrônicos permanecessem dentro das malas durante a fiscalização.
“PP-OIG [prefixo do avião que levava Motta e Ciro Nougeira]: desembarque [o auditor da] Receita Federal Canela (sic) liberou todas as malas e bolsas de mãos com todos os eletrônicos, garrafas, dentro das malas. Deixou e autorizou a passar bagagem do tripulante fora do RX, mesmo o pórtico operando. Sem mais”, diz o registro.
A Polícia Federal apura se o auditor cometeu os crimes de prevaricação e descaminho ao permitir a entrada, sem fiscalização adequada, de bagagens do voo que transportava Motta e Ciro.
Os parlamentares retornavam de uma viagem à ilha de São Martinho, descrita pela PF como um paraíso fiscal no Caribe. O voo foi realizado em um avião particular de Fernando Oliveira Lima, o “Fernandin OIG”, apontado como operador de plataformas que oferecem o chamado jogo do tigrinho.
Metrópoles
