O Partido dos Trabalhadores (PT) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriram mão de lançar candidatos próprios em metade dos estados e decidiram abrir espaço para aliados e focar em nomes mais para a disputa durante as Eleições de 2026.
Embora Lula seja o único pré-candidato ao Planalto com palanques montados em absolutamente todos os estados, o PT terá cabeça de chapa própria em apenas 12 estados e no Distrito Federal. Em Goiás, o pré-candidato do partido é o ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno.
No restante do país, a legenda optou por apoiar partidos aliados, inclusive siglas que decidiram não caminhar junto com o petista na disputa presidencial.
Para montar essa rede de apoio, o partido costurou parcerias com diferentes frentes políticas. No campo aliado e de centro, o PT vai apoiar nomes do PSD em cinco estados, como Rio de Janeiro e Amazonas; do MDB em Alagoas e Pará; do PP na Paraíba; e do União Brasil no Amapá.
Já na esquerda, a sigla fechou com o PDT para apoiar candidatos em dois estados, como no Rio Grande do Sul, com Juliana Brizola, e com o PSB em outros três, incluindo Pernambuco e Santa Catarina. Pela primeira vez na história, por exemplo, o partido não terá candidato a governador em nenhum dos três estados da Região Sul, priorizando essas composições.
A estratégia do partido mudou bastante ao longo das décadas. Na década de 1990 o PT lançava muitos candidatos para marcar oposição, mas desde os anos 2000 adotou o pragmatismo para ajudar a eleger e sustentar presidentes. Para este ano, os objetivos principais são bem claros: manter os quatro estados que o partido já comanda (Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte), embora pesquisas mostrem cenários difíceis em alguns deles, e formar uma base forte no Senado, elegendo entre 25 e 30 senadores governistas para facilitar a governabilidade em um eventual novo mandato. Para isso, o partido convirgiu grandes nomes, incluindo vários ex-ministros, para disputar cadeiras na Casa Alta.
Jornal Opção
