segunda-feira, agosto 10, 2026
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PF aciona AGU contra decisões de Mendonça em investigação do INSS

A Polícia Federal recorreu à Advocacia-Geral da União (AGU) na última semana para contestar decisões tomadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na investigação que apura fraudes no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

A apuração tem entre os alvos Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula e ligado ao PT.

Entre as medidas que motivaram o acionamento da AGU, o ministro determinou que todos os atos da apuração fossem imediatamente juntados ao processo.

Mendonça também estabeleceu que os policiais envolvidos no caso precisam comunicar previamente qualquer afastamento ao seu gabinete.

Prazo de 60 dias e falta de equipe

Outro ponto de atrito foi a determinação para que a PF concluísse a análise do material apreendido em um prazo de 60 dias. A corporação respondeu ao ministro que precisaria de mais tempo para finalizar o trabalho.

Na Operação Sem Desconto, iniciada em 23 de abril de 2025, atuam atualmente 11 pessoas na investigação. Para cumprir o prazo fixado por Mendonça, a PF estima que precisaria de mais de 40 pessoas dedicadas ao caso.

O volume de material a examinar é grande: a equipe apreendeu cerca de 1.700 itens, dos quais já finalizou a análise de aproximadamente 40%.

O ministro ainda pediu que a Polícia Federal mantivesse a equipe de investigação. A corporação, porém, retirou o caso da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários e realocou a apuração para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores.

Sigilos quebrados e desdobramentos

Em fevereiro, André Mendonça autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha, no âmbito da mesma investigação. O caso tramita no STF por causa do foro privilegiado.

Além da Operação Sem Desconto, a primeira fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada em 18 de novembro.

As apurações envolvem nomes como Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e Guilherme Figueiredo Silva, apontado como sócio oculto. O Banco Master também aparece entre os elementos ligados às investigações.

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