segunda-feira, junho 29, 2026
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Primeiro Plano Diretor de Drenagem Urbana da capital é apresentado na Câmara Municipal de Goiânia

A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra) e da Agência de Regulação (AR), apresentou nesta terça-feira (9/6) o Plano Diretor de Drenagem Urbana (PDDU), em audiência pública na Câmara Municipal de Goiânia. O documento foi construído em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG).

O presidente da AR, Hudson Novais, explicou que na audiência estiveram sob análise o Plano de Emergência e Contingência e o Plano de Ações do PDDU, instrumentos que, a partir de agora, passam pelo crivo do Conselho Municipal de Saneamento.

“A audiência pública é o momento de escuta qualificada. As manifestações registradas serão incorporadas à análise regulatória e os produtos finais só serão considerados maduros após a devida consideração dessas contribuições”, disse. Segundo o presidente, do ponto de vista da regulação, o essencial é que o PDDU defina responsabilidades claras, fluxo de comunicação auditável, indicadores de monitoramento e métricas para as respostas.

O PDDU transforma a drenagem urbana de Goiânia em política pública planejada, com diagnóstico técnico, prioridades por bacia hidrográfica e ações para prevenir enchentes e alagamentos e reduzir riscos à população pelos próximos 30 anos. “O desafio não é fácil, mas a gente precisa começar e estamos fazendo a nossa parte hoje”, disse a vice-prefeita Coronel Cláudia Lira.

Segundo o coordenador geral do PDDU, professor Klebber Formiga, o documento identifica pontos críticos de alagamentos, áreas suscetíveis à inundação, trechos com processos erosivos, limitações nas estruturas de macrodrenagem e a necessidade de atualização do cadastro e de manutenção da microdrenagem. O diagnóstico também permitiu ranquear as bacias quanto à criticidade dos alagamentos. Entre as mais críticas, estão as bacias do Córrego Cascavel, Córrego Macambira, Córrego Taquaral e Ribeirão Caveiras. O PDDU propõe um conjunto de medidas estruturais e não estruturais.

“Este é o primeiro plano de drenagem de Goiânia. Ele foi feito nos últimos 36 meses, por mais de 60 pessoas da Universidade Federal de Goiás, do Instituto Federal de Goiás, sociedade civil e Prefeitura de Goiânia, com as técnicas mais recentes de diagnósticos, de planejamento, apresentando soluções padrão utilizadas no mundo todo”, explicou o professor.

Propostas

Para a macrodrenagem, o plano indica intervenções em galerias, canais, travessias e obras de arte em áreas críticas ou potencialmente críticos, a implantação de reservatórios e estruturas de amortecimento, a recuperação de margens e o controle de erosão, além da adoção de Sistemas Alternativos Sustentável, como dispositivos de infiltração, retenção e detenção de águas pluviais.

Para a microdrenagem, o PDDU propõe sistematizar as informações sobre poços de visita, bocas de lobo, dutos e demais estruturas em uma base georreferenciada, permitindo o planejamento, a manutenção, a fiscalização e a priorização de obras com base de dados. Também são previstas ações de limpeza periódica, inspeção regular da rede, ampliação de estruturas subdimensionadas e melhorias dos procedimentos de manutenção.

De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura Urbana, Francisco Lacerda, o plano vai nortear intervenções da administração municipal. “Vai nos dar um rumo e dar celeridades às obras de drenagem urbana”, comemorou. O secretário destacou que a capital tem 54 mil bocas de lobo, 19 mil poços de visita e mais de 1500 quilômetros de galerias pluviais. “É uma cidade que cresce. Agora teremos o planejamento da drenagem urbana durante este crescimento, evitando alagamentos e enchentes”, disse.

Academia

Para a vice-reitora UFG, professora Camila Cardoso Caixeta, “quando o ensino, pesquisa e extensão se unem às necessidades da população, é produzido conhecimento que transforma a cidade, reduz a desigualdade e constroi um futuro mais seguro e sustentável para todos”.

Já a superintendente da Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape), da UFG, professora Kamila Rabelo, ressaltou que PDDU é um instrumento estratégico para o planejamento urbano. “A impermeabilização do solo e da ocupação de áreas ambientalmente sensíveis trouxeram fatores que exigem planejamento e conhecimento técnico, além de uma visão a longo prazo. A Funape se sente honrada em contribuir com esta iniciativa”, afirmou.

Para o vereador Lucas Kitão, o PDDU é um desafio imenso e necessário. “São obras necessárias, mas este é o ônus de uma cidade que cresce e agora vai crescer com mais planejamento”, comentou o parlamentar.

Foto: UFG

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) – Prefeitura de Goiânia

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