O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (18) que baniu da Casa Branca três veículos de comunicação americanos: CNN, MS NOW e Politico. Todos costumam fazer uma cobertura crítica ao governo.
Em uma publicação nas redes sociais, Trump afirmou que a decisão já está em vigor. Sem apresentar provas, ele acusou os três veículos de publicar notícias falsas sobre o governo.
- A CNN é uma das principais redes de televisão dos Estados Unidos.
- A MS NOW é um canal de notícias por assinatura de viés liberal.
- O Politico é um site especializado na cobertura política do país.
Ainda no post, Trump classificou como corrupção o pagamento de US$ 8 milhões feito pela gestão de Joe Biden ao Politico. Na verdade, o valor correspondia a assinaturas mantidas por diversos órgãos do governo norte-americano para ter acesso a conteúdos do site.
O presidente também ameaçou barrar jornalistas de outros veículos de comunicação caso publiquem o que ele considerar “fake news”.
“Os veículos de comunicação não deveriam poder escrever ou noticiar constantemente FICÇÃO e MENTIRAS quando estão cobrindo o presidente dos Estados Unidos, o governo Trump ou os Estados Unidos da América”, disse.
Essa não é a primeira vez que Trump tenta dificultar o acesso de jornalistas à cobertura presidencial. No ano passado, a Casa Branca determinou que a agência de notícias Associated Press (AP) seria barrada de eventos no Salão Oval e de voos no Air Force One.
A medida foi adotada porque a AP se recusou a adotar o termo “Golfo da América” para se referir ao Golfo do México. A decisão foi questionada na Justiça, mas um tribunal de apelações decidiu a favor de Trump.
Mudanças
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Trump fala com jornalistas a bordo do Air Force One, enquanto viajava para Israel, em 13 de outubro de 2025 — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein Desde que Trump voltou à Casa Branca, o governo passou a escolher quais jornalistas teriam acesso direto ao presidente, abandonando um sistema que durante anos ficou sob responsabilidade de uma entidade independente.
- Pelo modelo tradicional, um grupo rotativo de jornalistas era definido por uma associação para garantir que diferentes veículos tivessem acesso ao presidente.
- A equipe de Trump também criou um assento de “novas mídias” na sala de coletivas, destinado a podcasts, newsletters e veículos digitais.
- As medidas foram elogiadas como uma adaptação às mudanças na imprensa, mas também criticada por abrir espaço para favorecer veículos alinhados ao governo.
Em fevereiro de 2025, por exemplo, a Casa Branca impediu que repórteres da Reuters, da Associated Press e de outros veículos de imprensa cobrissem a primeira reunião de gabinete do presidente.
Na época, a imprensa norte-americana afirmou que restringir o acesso de jornalistas a eventos envolvendo o presidente violava a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que garante a liberdade de expressão.
Fonte G1
