Um encontro entre o senador Cleitinho Azevedo com a cúpula do Republicanos pode selar o destino do parlamentar na tarde desta quinta-feira (30/7) em relação à disputa ao governo de Minas. Cleitinho terá uma reunião em São Paulo com o presidente nacional da sigla, o deputado federal Marcos Pereira, para tentar convencê-lo a voltar atrás e considerar o nome dele para concorrer ao Palácio Tiradentes em 2026.
A conversa será fechada e deve contar também com a participação do ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) Luís Eduardo Falcão (Republicanos), escolhido por Cleitinho para ser vice em uma eventual chapa.
Nessa quarta-feira (29/7), em pronunciamento à imprensa em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, Cleitinho afirmou que iria procurar Pereira hoje para conversar sobre a candidatura. Depois de diversos adiamentos, o senador bateu o martelo e disse que irá concorrer, mas vai precisar convencer o Republicanos.
“A gente não conseguiu encontrar com ele hoje. Até porque a gente está em Minas, ele está em São Paulo. Mas a gente vai tentar de todo jeito conversar com ele amanhã, para poder tocar o coração dele e oficializar a minha campanha.”
O pronunciamento de Cleitinho ocorreu após o Republicanos divulgar uma nota questionando os adiamentos do senador e colocando em dúvidas a possível candidatura ao governo de Minas.
Segundo o texto, ao longo dos últimos meses, a legenda manteve diálogo aberto com o senador, ofereceu as condições necessárias para a candidatura e articulou aliados para que ele pudesse decidir se entraria ou não na disputa. “Entretanto, uma candidatura exige, antes de tudo, a decisão firme de quem pretende disputá-la. Tal decisão nunca aconteceu”, afirma a nota.
Sem a confirmação de Cleitinho, o Republicanos começou a estudar a possibilidade de apoiar uma eventual candidatura do ex-secretário de Governo Marcelo Aro (PP). Até então, Aro se apresenta como pré-candidato ao Senado. Entretanto, o nome dele ganhou força nos bastidores nas últimas semanas para entrar na corrida pelo Palácio Tiradentes.
Aro, inclusive, rompeu com o governador Mateus Simões (PSD) nesta quinta, que tentará a reeleição em 2026 e tinha garantido uma vaga na chapa para o ex-secretário disputar o Senado.
Adiamentos
A indefinição sobre uma eventual candidatura de Cleitinho se arrastou por meses. Mais recentemente, ele deixou para definir após a Copa do Mundo e as Festas de São João. Entretanto, em julho, durante discurso no Senado, Cleitinho voltou a adiar o anúncio e afirmou que decidiria apenas no encerramento das convenções partidárias, em 5 de agosto.
O senador faltou à convenção do Republicanos, realizada no último sábado (25/7), por conta da morte do irmão mais novo, Matheus Azevedo, no dia 18 de julho.
Apesar de, no evento, o partido adotar postura de que não iria pressionar Cleitinho para tomar uma decisão, a nota divulgada nessa quarta foi na contramão. O texto, inclusive, cita a ausência do parlamentar no encontro, afirmando que isso “representou um fato político objetivo, que produziu consequências inevitáveis”.
Em Divinópolis, Cleitinho pediu desculpas pela falta na convenção partidária do Republicanos.
“Se essa questão minha (a morte recente do irmão caçula), que é pessoal, incomodou o partido, eu peço desculpa. Inclusive, no domingo, eu mandei uma carta para o presidente, dizendo para ele o motivo porque eu não fui. Ele me respondeu: está certo, Cleitinho. Qual partido, seja de esquerda ou de direita, vai querer perder um candidato como eu, que está liderando pesquisa com 40% de intenção? Eu acredito que o partido não vai querer me perder”, afirmou o senador.
O Tempo
