Em nota publicada na manhã desta quarta-feira (29 de julho), o Partido Republicanos praticamente descartou a possibilidade da candidatura do senador Cleitinho Azevedo ao governo de Minas. No texto publicado no site oficial do partido, a legenda afirma que aguardou durante meses uma definição do parlamentar, mas que a decisão “nunca aconteceu”. Apesar do tom, o texto não crava que Cleitinho está fora da disputa.
Na nota, o Republicanos afirma que o presidente estadual da legenda, deputado federal Euclydes Pettersen, sempre tratou a possível candidatura de Cleitinho com entusiasmo, expectativa que, segundo o partido, não foi correspondida até o dia da Convenção Estadual, realizada no último dia 25 de julho.
Segundo o texto, ao longo dos últimos meses, a legenda manteve diálogo aberto com o senador, ofereceu as condições necessárias para a candidatura e articulou aliados para que ele pudesse decidir se entraria ou não na disputa. “Entretanto, uma candidatura exige, antes de tudo, a decisão firme de quem pretende disputá-la. Tal decisão nunca aconteceu”, afirma a nota.
O partido também cita que, apesar do momento pessoal vivido pelo senador, que perdeu o irmão Matheus Azevedo no último dia 18 de julho, a legenda afirma que a ausência de Cleitinho na convenção estadual “representou um fato político objetivo, que produziu consequências inevitáveis”.
“Os partidos aliados precisaram tomar decisões e reorganizar seus caminhos, como é natural em qualquer processo eleitoral”, diz a nota, que encerra afirmando que o partido esteve preparado para a candidatura, mas que ela nunca foi formalmente assumida por quem deveria liderá-la.
O posicionamento tem um tom diferente do adotado durante a convenção estadual da legenda. Na ocasião, Euclydes Pettersen afirmou que o partido respeitaria o tempo de Cleitinho e que não faria pressão em razão da morte do irmão. “Cleitinho, nós respeitamos a sua decisão. O que decidir será acatado por este partido. Sem pressão, sem nada, respeitamos não só ele, mas toda a família”, afirmou o presidente estadual do Republicanos durante a convenção realizada no dia 25 de julho.
Fámilia desconhece a informação
Em conversa com O TEMPO, na manhã desta quarta-feira, Gleidson Azevedo afirmou que não tinha conhecimento de que o irmão estaria fora da disputa pelo governo. Durante entrevista ao Café com Política, o ex-prefeito de Divinópolis e irmão gêmeo de Cleitinho havia reafirmado que o senador seria candidato ao governo de Minas.
Veja a nota na íntegra
“O Republicanos de Minas Gerais, por meio do seu presidente, deputado Euclydes Pettersen, afirma que sempre tratou com entusiasmo, respeito e seriedade a possibilidade de o senador Cleitinho Azevedo disputar o Governo pela legenda. Este entusiasmo, porém, não foi correspondido até o dia da Convenção Estadual, ocorrida dia 25 de julho.
Durante meses, o partido manteve diálogo aberto, ofereceu as condições políticas necessárias, atraiu partidos aliados e aguardou uma definição clara do senador. Em razão dessa expectativa, diversas decisões estratégicas foram postergadas, justamente para preservar a viabilidade de sua eventual candidatura.
Entretanto, uma candidatura exige, antes de tudo, a decisão firme de quem pretende disputá-la. Tal decisão nunca aconteceu. Esse compromisso jamais pode ser substituído por sinais contraditórios, sucessivos recuos ou indefinições que acabam comprometendo a construção de um projeto coletivo.
A ausência do senador na Convenção Estadual do Republicanos – apesar das justificativas pessoais – representou um fato político objetivo, que produziu consequências inevitáveis. Diante da falta de confirmação de sua candidatura, partidos aliados precisaram tomar decisões e reorganizar seus caminhos, como é natural em qualquer processo eleitoral.
O partido trabalhou duro para que essa candidatura pudesse acontecer. O que faltou foi a decisão inequívoca de quem deveria ser, em primeiro lugar, candidato de si mesmo.
O Republicanos respeita a trajetória e o mandato do senador Cleitinho Azevedo, mas também tem o dever de conduzir seu projeto político com responsabilidade, previsibilidade e respeito aos candidatos a deputados federais e estaduais, seus filiados, aliados e à população mineira.
Os fatos falam por si. O partido esteve pronto. A candidatura, porém, nunca foi formalmente assumida por quem deveria liderá-la.”
Fonte O Tempo
