quinta-feira, julho 25, 2024
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Izalci Lucas muda para partido de Bolsonaro e PL passa a ter 13 senadores

O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) se filiará ao PL nesta quarta-feira, 27, e amplia o número de integrantes do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro na Casa. Com ele, a legenda que é a segunda maior bancada da Casa, passa a ter 13 congressistas. O PSD, do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG) é a sigla mais numerosa, com 15 integrantes, e o MDB fica na terceira posição, com 11.

O PL fará uma cerimônia em Brasília numa casa de eventos, com a presença de Bolsonaro. Izalci tem alinhamento com pautas bolsonaristas e, mesmo no PSDB, participou da linha de frente do grupo em alas importantes no Senado, como aconteceu na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, em 2021, e na CPI Mista do 8 de Janeiro, em 2023.

Ele mira o governo do Estado do DF, em 2026. Em 2022, ele ficou na sexta posição. Ibaneis Rocha (MDB) foi o candidato eleito naquele ano.

“É com honra e gratidão que me junto ao grande líder Jair Bolsonaro e aos patriotas do Partido Liberal para contribuir na defesa e propagação dos valores da família e da pátria”, escreveu, em publicação no Instagram.

Em contrapartida, Izalci, que era líder do PSDB, deixará a sigla empatando com o novo como a menor do Senado, com apenas um representante, Plínio Valério (PSDB-AM).

ESTADÃO

Izalci critica falta de espaço para a oposição em cerimônia do bicentenário

Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) criticou, em pronunciamento nesta terça-feira (26), o fato da oposição não ter tido oportunidade de discursar durante a sessão especial para celebrar os 200 anos do Senado, realizada na segunda-feira (25).

— Infelizmente não foi dada à oposição a possibilidade de fala e a oportunidade de se manifestar com liberdade e apreço à nossa democracia. Com isso, sinto dizer, a celebração ficou manchada e expôs ao Brasil a chaga de nosso Parlamento, que, se já não faz valer a sua prerrogativa de legislar, também não tem agora a de falar e de se manifestar. A festa da democracia mostrou-se frágil, perdeu o seu brilho.

Izalci argumentou que “o conhecimento do passado traz evolução e corrige erros e desvios futuros”, e por isso é importante que a história não seja desvirtuada. O senador afirmou que o Brasil vive uma desarmonia entre os Poderes, com uma série de arbitrariedades ocorrendo ao redor do país.

— Já vivemos isso, mas hoje é muito mais grave. Vivemos um momento em que a narrativa se sobrepõe à justiça e a faz valer para investigar e julgar. Temos hoje uma Justiça em que o juiz é vítima, acusa e julga. Há algo estranho acontecendo em nosso país de todos os brasileiros. Ao nosso Congresso cabe legislar e ao nosso Senado, sobretudo, revisar e aprovar as leis com vistas ao melhor para o Brasil. À Justiça não cabe legislar, apenas julgar na forma da lei. Ao nosso Senado Federal de hoje: que acorde e faça jus ao Senado Federal de ontem! Basta apenas que os nossos representantes façam uma viagem ao início dessa jornada de 200 anos. Há muito que conhecer. Há muito que aprender.

Fonte: Agência Senado

 

 

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