sábado, julho 20, 2024
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Netanyahu diz que Irã tem agido contra Israel há anos

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse nesta quinta-feira que o Irã vem agindo contra Israel há anos e, portanto, Israel está operando contra o Irã, tanto defensiva quanto ofensivamente.

“Durante anos, o Irã tem trabalhado contra nós diretamente e por meio de seus representantes e, portanto, Israel está trabalhando contra o Irã e seus representantes, tanto defensiva quanto ofensivamente”, disse Netanyahu no início de uma reunião do gabinete.

“Saberemos como nos defender e agiremos de acordo com o princípio simples de que quem quer que nos atinja ou planeje nos ferir, nós vamos feri-lo”, disse ele.

Como Irã pode tentar ‘se vingar’ de Israel após morte de general

Ambulâncias em frente a prédio
Ataque aéreo destruiu um edifício consular (à direita) próximo à embaixada do Irã em Damasco, na Síria

O Irã prometeu responder ao ataque aéreo de segunda-feira (1/4) ao seu consulado em Damasco, na Síria – mas que capacidade o país tem para atacar Israel e como poderia ser essa retaliação?

Treze pessoas foram mortas, incluindo o brigadeiro-general Mohammad Reza Zahedi, uma figura importante da força Quds, o ramo estrangeiro da elite da Guarda Republicana do Irã. Israel não reivindicou o ataque.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, “perdeu completamente o equilíbrio mental”, disse o ministro das Relações Exteriores, Hossein Amir-Abdollahian, citado no site de seu ministério.

Para Fawaz Gerges, professor de Relações Internacionais na London School of Economics, a escalada de violência foi concebida para mostrar ao mundo que o Irã é um “tigre de papel”.

O ataque também provocou uma perda significativa para a força Quds, “que na verdade se destina à coordenação e à transferência de armas e tecnologia para o Hezbollah no Líbano e na Síria”.

O braço militar do Hamas, as brigadas Qassam, disse que Zahedi teve um “papel proeminente” nos ataques do Hamas de 7 de outubro ao sul de Israel, que desencadearam a atual guerra em Gaza que ameaça se alastrar. O Irã negou ter participado no ataque, mas apoia o Hamas com financiamento, armas e treino.

No entanto, as opções de retaliação do Irã pelo ataque a Damasco podem ser limitadas, disseram Gerges e outros especialistas ouvidos pela BBC.

“O Irã não é capaz de um grande confronto com Israel, dadas as suas capacidades militares e a sua situação econômica e política”, disse Ali Sadrzadeh, autor e analista de assuntos do Oriente Médio. “Mas terá de encontrar uma resposta para o seu público interno e proteger a sua reputação entre os seus aliados regionais.”

Gerges também disse que é pouco provável que o Irã faça uma retaliação direta contra Israel, “apesar de Israel ter realmente humilhado o Irã”.

Em vez disso, o Irã provavelmente terá de exercer “paciência estratégica” para dar prioridade a um objetivo mais importante: fabricar uma bomba nuclear.

“O Irã está acumulando poder, enriquecendo urânio e fazendo progressos. E o grande prêmio para o Irã não é enviar 50 mísseis balísticos e matar 100 israelenses, mas estabelecer uma dissuasão estratégica, não só contra os israelenses, mas contra os EUA.”

Quais outros caminhos estão abertos aos iranianos?

“Não podemos excluir que talvez o Irã possa usar o ciberespaço como outra dimensão para se vingar de Israel, seja para realizar ataques cibernéticos à tecnologia da informação, para paralisar, para roubar, para vazar informações, ou para tentar distrair”, diz Tal Pavel, do Instituto Israelense de Estudos de Política Cibernética, à BBC.

“Sabemos que durante a última década e meia, há uma guerra cibernética clandestina em curso entre o Irã e Israel. Portanto, neste caso, pode ser apenas mais uma etapa disso”, disse ele.

Caberá ao líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, decidir quais as medidas que Teerã irá tomar.

Reuters

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