quarta-feira, maio 27, 2026
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Vereador defende soltura de Zander Fábio durante discurso na tribuna da Câmara

O vereador Tião Peixoto (PSDB) defendeu, nesta terça-feira, 27, a soltura do vereador em exercício e ex-secretário municipal de Cultura de Goiânia, Zander Fábio (Podemos), preso temporariamente durante a Operação Cultura Em(Cena), deflagrada pela Polícia Civil de Goiás (PCGO).

Durante discurso na tribuna, Tião Peixoto afirmou acreditar na inocência do ex-secretário e comparou o caso às acusações que enfrentou em 2019, quando chegou a ser preso preventivamente em investigação sobre supostos desvios no Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores de Goiânia (Imas). “O Zander é inocente. Só deveriam prendê-lo depois de julgá-lo como condenado”, afirmou.

Zander é investigado pela Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (Deccor) e pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) por suspeita de integrar uma organização criminosa responsável pelo desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares destinadas à Secretaria Municipal de Cultura (Secult) em 2024. Segundo a investigação, os contratos suspeitos somam aproximadamente R$ 1,5 milhão.

A operação cumpriu três prisões temporárias e mandados de busca e apreensão contra investigados ligados ao núcleo político-administrativo e empresarial do suposto esquema. Conforme a Polícia Civil, os recursos teriam sido destinados a eventos de carros antigos mediante contratações por inexigibilidade, beneficiando empresas sem estrutura operacional e ligadas a diretores, amigos e familiares de integrantes do grupo investigado.

O tucano também criticou o vereador Fabrício Rosa (PT), que, no dia anterior, ironizou a prisão de Zander durante pronunciamento no plenário. Segundo Tião, ele próprio teria atuado em defesa de Fabrício Rosa quando o petista foi detido durante uma manifestação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) em Santa Helena de Goiás.

Ao defender o aliado, Tião Peixoto argumentou que Zander apenas teria autorizado pagamentos de emendas parlamentares já encaminhadas à pasta, negando participação direta em desvios ou cooptação dentro do esquema investigado. “O Zander apenas acelerou a autorização dos pagamentos porque estava no fim da gestão”, disse.

O vereador ainda criticou o atual modelo de destinação de recursos públicos por emendas parlamentares e sugeriu que a investigação deveria se aprofundar sobre os responsáveis pelos repasses. “Ele fez o pagamento de emendas que todos nós também enviamos, método ao qual eu sou contra”, afirmou.

Jornal Opção

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