sábado, julho 20, 2024
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Argentina nega “pacto de impunidade” com Bolsonaro para decidir sobre asilo para foragidos do 8/1

O porta-voz da Presidência da Argentina, Manuel Adorni, negou nesta quarta-feira (19) haver um “pacto de impunidade” com o ex-presidente Jair Bolsonaro para decidir sobre conceder asilo político para investigados e condenados pelos ataques aos Três Poderes da República do Brasil em 8 de janeiro do ano passado.

Adorni pontuou ainda que a decisão de um eventual pedido de extradição dessas pessoas será judicial.

“Não é uma questão política, é judicial. Portanto, nós não temos ingerência no que acontece. Se a Justiça do Brasil solicitar para a Argentina determinada questão, a decisão de qual medida será tomada é da Justiça local, e a Justiça não se distancia da lei”, disse o porta-voz em coletiva de imprensa na Casa Rosada.

Perguntado pela CNN Rádio da Argentina se há algum “pacto de impunidade” com Bolsonaro para dar asilo político para os foragidos no país, Adorni negou, questionando: “Você realmente considera que, como governo, podemos efetivamente fazer um pacto de impunidade com alguém?”.

“Não fazemos pacto de impunidade como absolutamente ninguém, nem faremos nunca”, ressaltou Adorni, complementando: “A Justiça tomará as medidas correspondentes quando chegar o momento de tomar e as respeitaremos, assim como respeitamos todas as decisões judiciais”.

Após ser questionado, o porta-voz também disse não saber nem como os foragidos entraram na Argentina, nem se houve falta controle em fronteiras do país.

CNN apurou que passam de 100 os pedidos de refúgio na Argentina por alvos do inquérito do 8 de janeiro. Deste total, 47 são condenados ou têm mandado de prisão em aberto.

O número exato, porém, é incerto, uma vez que os processos de refúgio são sigilosos.

No começo do mês, o Brasil entregou ao governo argentino uma lista de nomes de 143 condenados pelos atos do 8/1 que continuam foragidos, solicitando informação sobre se estão no país.

Este foi o primeiro pedido formal feito pelo governo brasileiro para a Argentina por informação dos foragidos. Ainda não há informações oficiais acerca de uma resposta por parte do governo Milei.

CNN

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